Guilherme

Olá pessoal, hoje o post é sobre possessão demoníaca.

Anneliese Michel serviu como base para o longa “O Exorcismo de Emily Rose” mas a história sofreu várias adaptações. Enquanto, na ficção a protagonista era americana, anneliese nasceu em 1952 em Leiblfing, na Baviera, região mais católica da Alemanha e terra natal do papa Bento XVI. Ela e toda sua família eram muito religiosos.
Na adolescência, Anneliese começou a ter fortes convulsões e foi diagnosticada com epilepsia associada à esquizofrenia. Iniciou-se um tratamento intensivo, que durou um ano. Supostamente  recuperada, Anneliese  completou o segundo grau, e ingressou numa universidade, mas os estudos foram interrompidos.
Anneliese Michel  começou a ter visões assustadoras de faces demoníacas enquanto, ajoelhada, dedicava uma prece ao Senhor. Vozes invadiam os seus ouvidos com promessas terríveis, dizendo que ela queimaria para sempre no inferno. As vozes e visões demoníacas se tornaram cada vez mais constantes e opressoras. Anneliese assumira um comportamento agressivo. Consta que a moça  “insultava, espancava e mordia os outros membros da família, além de dormir sempre no chão e se alimentar com moscas e aranhas, chegando a beber da própria urina. Anneliese podia ser ouvida gritando por horas em sua casa, enquanto quebrava crucifixos, destruía imagens de Jesus Cristo e lançava rosários para longe de si. Ela também cometia atos de auto-mutilação, tirava suas roupas e urinava pela casa com freqüência”. Frustrada, a família de Anneliese se revoltou contra os médicos e os remédios, já que, aparentemente, não faziam efeitos. A família passou então a atribuir a doença à ação do diabo e buscaram o auxílio da Igreja.
Foram 67 seções,  de até quatro horas, durante dez meses, realizadas uma ou duas vezes por semana. Durante as sessões, Anneliese, muitas vezes, “tinha que ser segurada por até três homens ou, em algumas ocasiões, acorrentada”. Argumenta-se que ela “lesionou seriamente os joelhos em virtude das genuflexões compulsivas que realizava durante o exorcismo”.
Anneliese parou de tomar seus remédios e passou a se alimentar cada vez menos. Ela morreu em 1976, dormindo. A autópsia considerou a causa de sua morte por falência múltipla dos órgãos, devido o seu estado avançado de desnutrição e desidratação. Nesse dia o seu corpo pesava apenas 30 kg. A justiça alemã condenou os pais e os padres por homicídio culposo (quando não há a intensão de matar). A pena foi de 6 meses de prisão, mas depois acabou sendo suspensa.
Anneliese teria relatado um no qual  dialogara com a Virgem Maria. A mãe de Jesus teria proposto à jovem a seguinte escolha: liberar-se, em proveito próprio, do terrível jugo demoníaco,  ou continuar imersa no dolososo martírio, mas em nome da fé cristã.  Anneliese teria escolhido a segunda opção, pois assim ela seria um público exemplo de que os demônios existem e de que ele é capaz sim, de exercer toda a sua maldade nas pessoas. Essa escolha serviria de aviso a toda a humanidade de que o demônio existe e que nos ronda a todos, e que e por isso, elas deveriam sempre rezar e jamais perder a fé.
É pessoal, segue agora, o áudio do exorcismo, quem tem coragem veja, vale a pena muito interessante!