Guilherme

 

Olá pessoal, aí está mais um post.

Minha história ocorreu no ano de 1993, quando eu namorava o meu marido. Havia um lugar muito agradável, no alto, com casas muito bonitas e numa determinada esquina eu encostava o carro e ali conversávamos e fazíamos os nossos planos para o futuro. Nessa ocasião o nosso relacionamento não estava sendo muito bem aceito, portanto evitávamos lugares muito populosos.

Por ser um local residencial com ruas secundárias, a iluminação era fraca e muito silencioso.

Numa certa sexta-feira, estávamos como sempre conversando distraidamente, eu no banco do motorista e meu marido no carona. Os vidros das janelas quase fechados, quando nos assustamos com alguém batendo em minha janela. Era um senhor de idade, claro, baixo, meio forte e poucos cabelos brancos.

Abaixamos o vidro e ele nos perguntou onde ficava a padaria. Notei que segurava uma bicicleta. Respondemos que a padaria mais próxima estava um pouco distante e já deveria estar fechada. Ele, então perguntou-nos a hora e por incrível que pareça era exatamente meia-noite.

O senhor agradeceu, porém antes de ir embora virou-se e nos disse, que deveríamos sair daquele local, pois estava tarde e era perigoso.

Jamais ouvimos falar em perigos naquela área, mas aquele aviso acrescentado à hora nos fez decidir pela partida.

Onde estávamos só havia uma opção para chegar a rua principal, que era seguir uma longa rua em frente e lá no final virar à esquerda, portanto nós e o tal senhor teríamos que fazer o mesmo caminho e levando em consideração que o mesmo seguiu sem montar a bicicleta, como também, os pouquíssimos segundos entre a saída do senhor e a nossa, foi com muito espanto que ao ligar o carro e seguirmos a rua não o vimos mais, o que nos deixou assustados, pois era impossível tal coisa.

O que nos deixava mais intrigados era o fato de ali perto haver o cemitério “Jardim da Saudade”.

Mas, o que nos espantou de verdade foi o fato de poucos dias depois sabermos, que naquela noite, pouco depois da meia-noite, a casa da esquina onde ficávamos foi assaltada por quatro elementos, que renderam toda a família e que além de roubarem muitas coisas fizeram as pessoas da casa passarem de momentos de terror.

Seja quem for aquele senhor, ele nos salvou com seu AVISO na hora certa e desejamos, que ele tenha sempre muita luz.

 Dayse – Rio de Janeiro – RJ