Guilherme

 

Olá pessoal aí está mais um relato.

Este relato não aconteceu comigo, mas com um amigo meu de confiança, e da forma como contou o fato, eu acredito em sua veracidade.

À algum tempo atrás, este amigo disse que foi até seu rancho, o qual fica à beira do Rio Grande em Miguelópolis – SP(Coordenadas: Latitude, Longitude < 20°10’39.66″ S, 48° 2’0.45 na divisa de Minhas Gerais com São Paulo para podar o mato que estava alto, pois ele iria dar uma festa no local, e gostaria de deixar tudo preparado.

Foram ele e mais dois amigos. Planejaram ir de manhã e voltar logo depois do almoço, mas inesperadamente, uma forte chuva caiu, (foi no sábado, dia 28 de junho de 2009), o que os impossibilitou de saírem , devido ao barro e o fato do carro estar com o tanque cheio, influenciou muito para que o veículo atolasse.
O local é muito bom, com camas, televisor na sala, antena parabólica e fogão a gás.
Mas como não havia comida para toda a noite, eles decidiram ir até uma cidadezinha próxima (Miguelópolis), para comprar algo para um churrasco.

Para facilitar a ida, resolveram descer o rio de canoa em um trecho de uns 500 metros no máximo, onde de lá até a cidade, seria mais fácil chegar a pé.
Foram de canoa, com um motor de popa. Já no retorno, por volta das 22:30′, depois de ficarem na cidade esperando a última pancada de chuva passar, voltaram pra as margens do rio, onde a canoa encontrava-se. Subiram na canoa e ligaram o motor. Mas para terminar a maré de azar, a gasoliba estava por um fio de acabar, então como era perto, eles só pegaram impulso e foram guiando o barco, com os remos.

Estava muito frio naquele sábado, então, todos queriam remar um pouco, para esquentar. Quando foram trocar os remos, um dos amigos o tirou da água para entregar para os dois que estavam na traseira da canoa, e foi quando eles ouviram um barulho na água, como se aguém estivesse nadando.
Então logo imaginaram que para entrar na água com aquele frio, só podia ser um animal. Talvez uma capivara, que é um animal muito comum na região.
Estavam tranquilos, pois o som era bem natural e como a região tem muitos pescadores, podia ser até mesmo algum que se aventurou a entrar na água fria para arrumar as redes.
Mas esta tranquilidade logo passou. Já avistando as luzes do rancho de onde sairam, quase chegando, o som na água começou a se misturar com os de uma pessoa, respirando, ofegante e com ar de desespero.

Por um instante, eles até acharam que poderia ser o barulho de peixes presos na rede, mas o som forte de respiração só aumentava a impressão de que não era algo tão natural assim.
Gritavam e balançavam as lanternas, para verem se era alguém se afogando. Puseram os remos na água, para o caso de ser alguem em apuros, pudesse agarrar o remo para se salvar.
A cada segundo, o som era mais próximo e mais forte. Logo, o desespero começou a tomar conta dos três dentro da canoa, pois embora o som fosse forte, a água estava muito calma.

Então, sem esperar, saindo na neblina que cobria a margem, eles viram a figura fantasmagórica de uma pessoa. Era um homem, branco, como uma folha de papel. Mas o pior ainda estava por vir, pois quando a neblina que envolvia aquele ser se dissipou, eles perceberam, que era algo sem palavras. o homem estava sobre a água, e para deixar tudo pior, podia- se ver nitidamente que ele flutuava sobre a água, mas sem as pernas.
Apenas o seu tronco e seus braços eram visíveis.
E pela distãncia em elação a água, viram que o homem não tinha pernas. E para dar o toque final, aquele ser estava de olhos fechados, com a cabeça caída para o lado, e quando abriu os olhos, naquele momento, todos gritaram e rezaram, pois os olhos do homem eram brancos assim como o seu corpo.

Um deles até vomitou dentro da canoa, pois não tinha coragem de por a cabeça para fora da canoa. Aquele espectro os olhou por alguns segundos e simplesmente sumiu, atrás da neblina que o envolveu. 
Os três, tomados pelo total desespero começaram a remar como podiam, menos com as mãos, pois naquele momento, a agua era o último lugar que queriam contato. Com muito custo, alcançaram a margem.
Tiraram forças de onde não tinham, para conseguir desatolar o carro, além de esvaziar parcialmente o tanque, e sairam de lá as pressas.

Meu amigo garantiu que depois deste fato, não vai mais ter festa no seu rancho, e se encontrar um preço razoável, vai trocar o rancho por uma casa na cidade.

“O que seria aquela criatura? Seria a alma de alguém pedindo socorro para ser salva, ou seria uma outra criatura do além procurando uma possível vítima naquele local isolado tarde da noite?”