Guilherme

 

Olá pessoal este relato foi enviado por Ana Nunes.

Um dia no Halloween eu e uma amiga estávamos a contar historias de terror e ela contou que a sua avó lhe tinha contado uma sobre uma costureira.
Segundo ela, muitas pessoas da aldeia e do conselho tinham ouvido uma máquina a costurar sozinha.
E quando iam ver não estava lá ninguém.
Eu perguntei se a sua avó a tinha ouvido, e embora ela tivesse dito que não, fiquei tentada a descobrir mais pois achava que ela estava a gozar comigo.
Uma tarde quando estava em casa perguntei a minha avó se sabia de alguma coisa relativamente a esse assunto.

E para minha surpresa ela disse que tinha sido uma dessas pessoas que ouviu a máquina a cozer sozinha.
A minha avó tinha nove ou dez anos na época.
A mãe dela tinha ido ao moinho moer o trigo e ela estava em casa com a tia.
Estava a ajudar a tia a fazer o pão e ouviu costurar.
Ela pensou que a mãe dela já tinha chegado.
Ela ouviu costurar, cortar a linha, a tesoura a pousar na mesa.
Daí a pouco ouviu-se a porta e a mãe dela foi levar a farinha.
A mãe dela, perguntou quem estava a cozer, pois o barulho ouvia-se pela casa toda.

Quando foram ver não estava lá ninguém.
Mas o barulho continuava e nessa divisão, onde estava a máquina de pedal ouvia-se com mais força.
Como já havia muita gente que tinha ouvido, elas não estranharam nem tiveram medo.
A minha avó diz que não acredita em fantasmas nem nessas coisas, mas isto é 100 por cento verdade.
Afirma a tradição que se tratava de uma costureira que, em vida, costumava trabalhar aos domingos, não respeitando, portanto, o dia sagrado.
Pelo não cumprimento dos seus deveres religiosos, o fantasma da costureira fora condenada, após a morte, a errar pelo mundo dos vivos durante algum tempo, para se redimir.