Vinícius

 

E ai galera, esse post é de fato um pouco maior do que o comum, mas eu garanto que vale a pena ler, ele foi enviado para o nosso e-mail alguns dias atrás….Espero que todos gostem.

 

Voltei com um relato que aconteceu comigo há mais ou menos um ano, pelo que me lembro, eu morava ainda em uma casa simples. Atualmente moro em um apartamento. Lembrem-se: É verídico. Cada palavra minha, não é mentira, mas cabe a vocês, leitores acreditarem ou não.

Bem, como alguns devem saber, eu tinha uma irmã, que morreu há alguns meses. Morávamos nesta casa, no entanto, minha irmã sentia uma coisa muito angustiante, principalmente no quarto onde ela dormia.

Como não sou uma pessoa cética, eu obviamente acreditei no que ela sentia. Ela as vezes me pedia para dormir eu dormir com ela, pois a sensação as vezes se intensificava e ela não conseguia dormir.

Uma noite, ela foi dormir, desta vez ela não me chamou. Todas as noites eu rezo, e ela também rezava, nosso costume. Tudo estava calmo, eu no meu quarto, ela no dela.

Quando desperto-me com um grito de pavor – Minha irmã estava gritando. Fui correndo até quarto dela, ainda meio sonolenta pela forma brusca ter acordado.

– Lola (nome fictício) o que que foi?

– Tinha uma garota aqui, eu vi, eu vi!

Ela estava em pânico – Completamente pálida olhos meio sem um foco objetivo, apenas em direção ao guarda-roupa, que ficava perto da porta.

Naquela noite, nós dormimos juntas, nem foi necessário ela me pedir para dormir com ela, eu nunca ia deixa-la sozinha com medo.

Amanheceu.

Ela ainda estava dormindo, então eu sai pra preparar o café da manhã. Tudo estava pronto, então voltei ao quarto para ver se Lola já tinha acordado. E já tinha.

Lola estava sentada na cama, segurando suas pernas, olhando fixamente para a porta. De forma tão objetiva que, talvez nem houvesse percebido que eu entrará no quarto.

– Lola? – Eu estalei mes dedos na frente dela.

– O que?

– Bem, o café está pronto… Porque você olhava tão fixamente para a porta?

– Depois eu te falo tá?

– Tá.

Tomamos nosso café, e então ela se retirou e foi para o quarto dela – Como era sábado, ela normalmente ficava no quarto fazendo algo de lazer.

Fui atrás dela, e então retomei a pergunta que havia feito há alguns minutos antes.

– E então Lola, porque você olhava tão fixamente para a porta?

– Sabe, você é espirita, então você que devia vê-la, eu não tenho essas coisas que você tem. Eu não devia nem vê-la nem senti-la.

– Quem você vê?

– A menina que morreu aqui.

Fiquei estarrecida. Meio confusa, pois eu realmente sentia uma presença estranha na casa em geral, mais eu sentia de foma mais intensa no quarto e Lola.

– Você dorme comigo hoje?

– Durmo.

A noite chegou – Fui ao quarto de Lola, e ela estava normal, sem nenhum comportamento estranho do jeito do que teve hoje de manhã.

Dormimos, bm pelo menos eu dormi, Lola estava deitada aparentemente parecia dormir.

Então eu acordei com um medo intenso.Eu estava suando muito, muito frio. Fiquei sentada, e pude ouvir algo que nunca vou esquecer.

Ouvi um grito, não um qualquer, um grito agudo, algo de alguém sofredor, algo não natural.

Lola se levantou bruscamente e ficou ao meu lado, ela estava com muito medo, assim como eu estava. Ficamos ouvindo aquele grito que parecia vir da sala em direção ao nosso quarto.

Segurei forte a mão dela. El estava tão fria quanto a minha. Foi então que, aquele grito incessante, chegou na porta do quarto.

Lola abaixou a cabeça, e começou a rezar, eu a olhei e resolvi fazer o mesmo. Aquele grito parecia que estava parado na porta.

Rezamos e rezamos, e nada, parecia que não surtiu efeito. Então a porta começou a abrir, bem lentamente. Sentimos um vento gélido enquanto a porta se abria.

Quando a porta se abriu por completo, apenas vimos um breu, não havia ninguém, mais o grito continuava cada vez mais intenso, ele dava algumas paradas e voltava.

Teve certo momento que, o grito se transformou em choro, um choro que parecia ser de criança, e depois eu e Lola podemos perceber que em meio ao choro, surgia palavras indecifráveis.

Parecia que as palavras eram “socorro” “me ajuda”. Era uma voz claramente de criança, eu confirmei. No entanto, parecia que a voz vinha do vento, pois não vimos algo, nem mesmo algum vulto, só ouvíamos.

Lola começou a rezar a oração do credo. E então eu senti ela me cutucar, eu a olhei pela beira dos olhos e ela acenou com a cabeça – Sinal para eu fazer o mesmo.

E eu comecei a rezar, e aquele choro, aquelas palavras confusas, foram diminuindo, até que, quando tudo parou e não se ouvia nada, a porta se fechou bruscamente.

Não conseguimos mais dormir. Ficamos o resto da noite em claro. Também quem conseguiria depois de tudo isso?

Quando já era de manhã, no domingo, resolvemos falar com a moça que nos vendeu a casa. Contamos a ela o ocorrido. Ficamos com receio que ela achasse que éramos loucas ou estávamos mentido para ter nosso dinheiro de volta, porém a moça nos falou uma coisa bem diferente do esperado:

– Não me surpreenderia vocês virem aqui. Outras famílias que moraram nessa casa reclamam da mesma coisa, porém apenas falam que sentem um sensação muito ruim. Como o ue aconteceu com vocês, nunca haviam me relatado.

– Mas você sabe o que era tudo isso?

– Bem, posso dizer que vocês não são pessoas céticas, então vou contar-lhes os boatos eu tenho conhecimento sobre esta casa. Quando ela foi passada para minha posse, pela minha mãe, os vizinhos próximos começaram a me falar sobre o que acontecera na casa. Diziam que, bem antes da minha mãe reformar a casa, que antes era ruínas de outra casa antiga, um pai morava com a filha, e, o mesmo temia que sua filha fosse embora como sua mãe fez. Então ele a mantinha encarcerada na casa. Dizem que, ele ficou completamente paranoico com a ideia, e a prendeu em correntes junto a ele. E como se não bastasse, ele começou a sentir um amor incestuoso por ela. Os moradores mais antigos diziam que era possível ouvir os gritos dela, pedindo socorro. Depois de um tempo, ouviu-se os gritos do pai, e em seguida, nunca mais se ouviu uma voz sequer naquele lugar. Anos se passaram e alguns meninos entraram na casa já bem velha devido ao tempo, e encontraram ossos humanos no local onde era o quarto. Os meninos falavam com os pais que falaram com a policia. Os ossos eram de uma menina de mais ou menos cinco anos, e os outros eram de um homem adulto. Diziam os mais antigos também que, na noite que o pai estava gritando, ouviu-se a menina pedir piedade pela vida, e em seguida um único grito. Anos e anos seguiram-se e a casa foi vendida sem o conhecimento da história, e então minha mãe comprou e a reformou, e passou para mim. E… Bem, é isso. Pode parecer uma paranoia qualquer, mas esta é a historia do lugar.

Eu e Lola ficamos completamente surpresas. Eu já tinha uma pequena noção de que poderia ser uma alma penada, mas agora já tinha cem por cento de certeza.

Sem duvida nenhuma, formos embora, nos mudamos para um apartamento. No entanto, eu comecei a rezar pela pobre alma da menina. Pedi a moça que nos vendeu a casa nos dizer o nome da garotinha, ela tinha conhecimento do nome da menina através dos vizinhos. O nome dela era Marilia.

Até hoje, todas as noites rezo pela alma da garotinha, sei que, um dia, Deus terá piedade e a tirará daquele tormento, isso se já não fez. Mas eu nunca esquecerei aquele grito penetrante, nunca. Foi uma lembrança ruim, maas não culpo aquela alma por isso, pois elanão tem culpa de terem sido tão cruel com ela.

Esse foi meu relato. Usei o máximo que pude de palavras sinceras, para melhor forma de fazer com que você, leitor, compreenda ocorrido.

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