Guilherme

 

Olá pessoal hoje irei contar uma história enviada para nosso e-mail relatos.sobrenaturais@hotmail.com .

Até alguns anos atrás minha família possuia uma casa de campo localizada no município de Itaipava no Rio de Janeiro que foi palco de diversos casos inusitados que envolveram praticamente todos os membros de minha família, inclusive eu. Por isso relato aqui alguns desses acontecimentos totalmente certo da veracidade deles. Aquela casa de fato possuia algo de estranho, a começar pelo estado em que a encontramos após alugá-la. Em nossa primeira visita à casa, com o intuito de arrumá-la para que pudéssemos passar ali nossos finais-de-semana, encontramos diversos artefatos estranhos escondidos no quarto dos fundos, tais como utensílios indígenas aparentemente autênticos como um arco e flecha e uma espécie de bastão enfeitado, além de uma cobra morta dentro de um pano, bem, da cobra só restava mesmo a pele. Mas tarde viemos a saber que se tratavam de utensílios de quimbanda, um ramo barra-pesada da umbanda. Foi um susto, mas ao qual demos a volta por cima, sem nenhum problema. A casa era agradável, mas um pouco escura e úmida, o sol raramente batia dentro dela, pois era cercada de muitas árvores. O primeiro fato notável foi quando meu tio, o que mais frequentava a casa, ao descansar um dia em seu quarto, à noite e na penumbra, notou que pelas frestas da janela e da porta começavam a surgir e adentrar no quarto luzes estranhas, assemelhando-se à vagalumes mas com um movimento menos grosseiro. As luzes possuiam diversas cores e de repente se concentraram no teto, para logo após sumirem, deixando meu tio bastante assustado. Vale notar uma constante de todas as pessoas que ali dormiam, membros da família ou não, freqüentemente tinham pesadelos, dos mais terríveis. Até quem raramente sonhava, ao dormir ali não tardava a acordar assustado, vítima de pesadelos. O segundo acontecimento sucedeu-se com minha irmã, que numa manhã ao acordar bem cedo para ir ao banheiro ouviu estranhos barulhos do lado de fora da porta principal, que dava para uma pequena varanda. Ao abrir a pequena abertura da porta, que servia para olhar para o lado de fora, viu uma senhora bem idosa mexendo nas plantas da varanda. Minha irmã, criança, pensou tratar-se de alguém roubando as plantas, imediatamente gritou para a velha perguntando o que ela queria, e a velha imediatamente soltou o vaso de plantas que carregava no chão e saiu correndo, saindo do campo de visão de minha irmã. Como ninguém conhecia aquela senhora, pensamos tratar-se de alguma ladra ou perturbada mental do local, apesar dessa explicação não ter convencido, pois havia um portão de ferro maciço fechando a casa, quase intransponível, ainda mais para uma senhora idosa, e esse portão estava intacto, o vaso realmente havia caído, pois ali ficou. Meses depois veio a explicação. Vizinhos do local contaram que naquela casa trabalhara e morara como hóspede durante anos uma senhora com a mesma descrição que minha irmã havia dado, identificada mais facilmente pela longa trança e pelos longos colares que usava. Ela havia morrido há dois anos, pouco antes de nos mudarmos para lá, e cuidava muito bem dos grandes vasos de planta que adornavam a varanda. Estava explicado. O terceiro caso, e o mais marcante, conteceu comigo e com meu tio. Estávamos um dia somente nós dois na cozinha da casa, conversando, quando de repente ouvimos alguém batendo palmas na porta de casa como que chamasse quem estava dentro, uma maneira corriqueira no campo de anunciar a presença. Não estranhamos pois o portão do terreno estava aberto assim como a própria porta da casa, só que da cozinha não víamos a porta principal. Quase que imediatamente fomos ver quem era, pois pensamos que muito provavelmente se tratava de algum vizinho que desejava algo, coisa que acontecia diariamente. Chegamos quase juntos à sala de onde se podia avistar pela porta principal a varanda da casa, que era onde deveria estar a pessoa que nos chamava. Eu, por haver me levantado primeiro, fui o primeiro a chegar à sala e a avistar aquela figura, sendo seguido imediatamente por meu tio. Paramos, atônitos, por cerca de dois ou três segundos sem acreditar no que víamos. Estava ali, parado e sorridente o meu outro tio, e irmão desse outro que me acompanhava, que havia morrido há cerca de um ano atrás em um grande incêndio em um prédio comercial no centro do Rio de Janeiro, o edifício Andorinha, fato que foi amplamente divulgado pela imprensa. Ele parecia mais jovem, alegre, mas não havia a menor dúvida de que era ele mesmo. Após breves segundos meu tio, o vivo, apavorado, correu para dentro da casa, em direção à cozinha. Eu permaneci durante mais dois segundos observando meu tio recém-morto ali em minha frente, sem reação. Ele apresentava um belo sorriso nos lábios, e vestia uma roupa simples, uma calça e uma camisa, que me pareceram da cor bege. Porém não pude conter meu susto quando ele ameaçou adentrar a casa, nesse momento, muito assustado, corri também em direção à cozinha. Encontrei meu tio chorando, apavorado. Ele gostava muito do irmão que havia morrido. Ele me perguntava gritando quem era aquele, como se não soubesse ou como se quisesse uma confirmação. Eu, igualmente desesperado, gritava: – É o Eugênio, é o Eugênio!! Peguei o braço dele e pedi para que saíssemos dali , pois ele havia entrado na casa. Isso completou o desespero dele. Mas, apesar desse descontrole, ali permanecemos. Ele me disse, um pouco mais calmo, após alguns instantes: – Vamos esperar, quero falar com meu irmão! Eu não pude replicar, apesar de desejar correr dali imediatamente. Esperamos alguns angustiosos minutos, mas meu tio não apareceu. Cerca de quinze minutos após a visão, criamos coragem e voltamos juntos à sala, porém ninguém vimos ou ouvimos. Uma pena sem dúvida. É claro que nos arrependemos de ter corrido, mas foi uma reação instintiva, nessas horas não se raciocina muito, faltou um pouco de sangue frio talvez. Ficou apenas a lembrança de nosso recém-morto parente, que então, soubemos, nem tão morto assim. Houveram outros casos, mas ficaria muito longo contá-los todos. Apesar de ser espírita, e compreender esses fenômenos como coisas naturais, todos esses acontecimentos traumatizaram nossa família, e após alguns anos vendemos a casa. Hoje, ainda passo na frente dela de vez em quando, e ela me traz boas e más lembranças.

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